Num País em crise profunda, não resta espaço para a Arquitectura; não como a conhecemos, elitista e extremamente erudita, onde se confunde qualidade com demonstrações de riqueza.
Há que ser criativo e repensar os estereótipos vigentes no que respeita aos processos construtivos e respectivos custos de construção. Pôr os olhos no que se produz na América Latina, e muitas vezes nos EUA onde se constrói com qualidade e criatividade recorrendo a materiais considerados menos nobres e muitas vezes de carácter industrial.
Somos técnicos; polivalentes e de formação generalista, mas acima de tudo devemos ser criativos, não sendo meros seguidores de tendências ou correntes arquitectónicas. O exercício do desenho deve ser continuo e a pesquisa permanente.
Há que deixar de lado a idolatração dos grandes mestres, para tirar ensinamentos dos seus rasgos de genialidade. Há que repensar o conceito de Arquitectura e tratá-la como um produto de consumo que terá inexoravelmente um tempo de vida útil, maior ou menor de acordo com a capacidade de adaptabilidade que lhe for atribuída no acto de concepção.
Sem comentários:
Enviar um comentário